[dropcap color=”” boxed=”yes” boxed_radius=”50%” class=”” id=””]N[/dropcap]ossa sócia Karine Karam deu uma entrevista para rádio MEC na última sexta feira para debater o tema: “A vida começa aos 40 e a felicidade começa aos 50”.

Podemos afirmar que fazer 40 ou 50 anos hoje é muito diferente do que ter esta idade nas gerações anteriores.
Já experimentou pegar a foto de uma mulher ou homem de 40 hoje, da sua mãe ou pai quando tinha 40 e da sua avó ou avô aos 40 anos? A diferença é gritante.

Um dos motivos para esta diferença é o incrível aumento na expectativa de vida. A expectativa de vida no Brasil em 1940 era de 43 anos para os homens e 48 para as mulheres. Em 2015, a expectativa de vida de um homem passou a ser 72 anos e a de uma mulher 79 anos. Imaginem o quanto isto transforma a vida de uma pessoa aos 40 anos. O que antes representava o final da vida, agora parece ser o meio do caminho. Significa dizer que uma pessoa aos 40 anos ganhou mais 30 anos de vida. Isto transformou completamente comportamento de consumo e o estilo de vida das pessoas.

Além disso, um estudo realizado por Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e David Blanchflower do Dartmouth College, nos EUA, envolvendo dois milhões de pessoas em 80 países constatou um padrão mundial extraordinariamente consistente nos níveis de depressão e felicidade que torna a meia-idade o período mais problemático da vida. Em todos os continentes, o estudo constatou a mesma forma em U, o que significa que o início e o final da vida têm os mais altos níveis de felicidade e satisfação.

Se as pessoas estão vivendo mais tempo e são mais felizes a partir dos 50, este público se torna alvo de muito interesse para o mercado de consumo. Este grupo que alguns chamam de geração “gray power” precisa ser considerado e compreendido para que as marcas possam atingi-las com pertinência e relevância.

Texto escrito por Karine Karam

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